Será o fim das senhas e dos códigos de segurança?

A Mastercard lançou, no último dia 20 de abril, o primeiro cartão de crédito equipado com sensor de impressões digitais. A iniciativa, divulgada pelo Jornal o Globo, faz parte de uma “nova geração de cartões”, combinando tecnologias de chip e biometria, para aumentar a segurança das transações por meio da Assinatura Eletrônica. A compra só é efetivada depois que a as digitais do usuário, armazenadas digitalmente no cartão, são comparadas e autenticadas por um sensor presente na maquininha.

No final de 2016, a empresa já havia anunciado o sistema Identity Check Mobile, que usa impressões digitais ou reconhecimento facial (selfies) para comprovar a identidade do titular do cartão através de um aparelho celular, ou smartwatch.

Ambas as tecnologias estão disponíveis apenas fora do país. O novo cartão de crédito começa a ser testado na Europa, enquanto o Identity Check Mobile já está disponível em 12 países da Europa, além de Estados Unidos e Canada.

Entre as empresas que apostam nas novas tecnologias de biometria está a Samsung, que lançou no início desse mês o recurso de digitalização da íris no Galaxy 8, compatível com o Identity Check Mobile da Mastercard.

Enquanto isso, a LG continua trabalhando no desenvolvimento do seu próprio sistema de pagamento, baseado em reconhecimento facial. Batizado de LG Pay, deve ser lançado inicialmente na Coréia do Sul ainda em 2017.

Além de prevenir fraudes, o uso da biometria na autorização de transações financeiras busca também maior conveniência para os usuários, eliminando a necessidade de decorar diversas senhas e códigos de segurança.

Mas é a segurança mesmo o principal motivo do crescimento da demanda por serviços de autenticação por biometria nas instituições financeiras. Uma recente pesquisa, encomendada no Reino Unido pela Equifax, revelou que mais da metade dos entrevistados (56%) preferem o uso de biometria aos métodos tradicionais, como senhas (19%) ou perguntas de segurança (13%) para acessar serviços financeiros online. O uso de impressões digitais é o preferido por um terço de todos os entrevistados (33%), seguido pela leitura da íris (13%) e reconhecimento facial (7%) e de voz (3%).

Porém, a mesma pesquisa mostra, ainda, que a disponibilidade das tecnologias de biometria ainda tem muito espaço a ser conquistado, uma vez que 64% dos entrevistados que possuem conta bancária ainda não tem acesso à identificação por impressão digital.

Leia mais sobre este assunto no artigo exclusivo A assinatura eletrônica é capaz de potencializar o ciclo das inovações disruptivas, de David de Freitas Neto, CIO da SML Brasil.

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