Quais são as habilidades em Gestão de Processos – BPM para 2017?

Habilidade em BPM 2017

O site BPMTips.com reuniu 26 especialistas em BPM para saber quais são as habilidades necessárias para os profissionais de Gestão de Processos – BPM (Business Process Management) criarem valor em suas empresas no ano de 2017. O documento, de 39 páginas, pode ser acessado na íntegra (em inglês) aqui.

Mas nós fizemos um resumo com os principais pontos abordados por esses experts nesse artigo.

Veja aqui as técnicas e habilidades que você vai precisar daqui para frente.

1. Roger Burlton

Presidente da Process Renewal Consulting Group Inc. e cofundador da BPTrends Associates.

Para Burlton, os stakeholders devem ser o foco de atenção dos profissionais de Gestão de Processos de Negócio (Business Process Management – BPM), em especial os clientes. A performance dos processos deve estar alinhada aos valores percebidos pelos stakeholders e não aos departamentos. Além disso, é preciso colocar o cliente no centro do processo, levando em conta sua experiência de uso.

 

2. Scott Draeger 

Vice-Presidente de Produto na GMC Software Technology.

Este ano irá testar a flexibilidade das empresas. Organizações muito rígidas enfrentarão problemas. Novas regulamentações irão exigir maior velocidade nas mudanças, impactando equipes, ferramentas e processos. As empresas precisam estar preparadas para os diferentes cenários que poderão acontecer em 2017.

 

3. Alan Fish 

Consultor Principal em Soluções de Decisão na empresa FICO.

Conhecimento dos princípios de gerenciamento de decisões e capacidade de modelar as decisões formalmente no DMN (Decision Model and Notation). Isso permite que a tomada de decisão organizacional seja identificada, ligada a pontos de decisão específicos no processo e otimizada.

Seja a tomada de decisões automatizada, restrita (usando sistemas de apoio à decisão) ou deixada como uma atividade humana livre, é vital entender o escopo e a estrutura dos processos de decisão, como ela se relaciona com os dados coletados / gerados pelo processo e como o conhecimento de negócios aplicado na tomada de decisões deve ser gerenciado ao longo do tempo.

 

4. Ian Gotts 

Fundador da Q9 Elements, consultor, investidor, palestrante e escritor.

– Equilíbrio entre evolução (melhoria contínua) e revolução (transformação digital).

– Identificar soluções práticas e implementáveis, do mundo real.

– Fazer a mudança parecer fácil, acompanhando o ritmo da transformação.

– Manter a agilidade sem perder a conformidade.

 

5. Sandeep Johal 

Especialista em Gestão de Processos de Negócios e Governança.

– Disposição para mudar pelo exemplo

– Liderar quando preciso, mas mais importante, seguir quando necessário

– Ouvir atentamente

– Base sólida de técnicas de análise de negócios

– Influenciar o mind-set dos diferentes stakeholders

– Impulsionar mudanças frequentes e incrementais

– Conhecimento das tendências de entrega de valor da indústria

– Uso de variados canais de comunicação, incluindo mídias sociais

 

6. Ryan Johnston 

Diretor de Operações da Camunda Inc.

A mentalidade dos profissionais de Gestão de Processos – BPM está mudando. Até então, o objetivo era implementar o BPM e identificar problemas de negócio que podiam ser resolvidos ao longo do caminho. Atualmente, buscamos primeiro resolver os problemas “reais” do negócio e o BPM, as tecnologias relacionadas e padrões como BPMN, CMMN e DMN são algumas das muitas ferramentas disponíveis, entre diversos softwares customizáveis. O profissional que mudar sua mentalidade para essa nova realidade terá muito mais condições de recomendar a melhor ferramenta, ou conjunto de ferramentas, para atender às necessidades do cliente.

 

7. Emiel Kelly 

Instrutor e consultor para fornecedores de software desde 1999.

Para Emiel, processos são um meio de resolver um problema, seja de uma pessoa, um grupo ou sociedade. Assim, o bom BPM começa por ser capaz de compreender estes problemas, estar ciente do que está acontecendo e fornecer os serviços ou produtos para resolvê-los.

Assim, as principais habilidades dos profissionais de Gestão de Processos – BPM para 2017 são a capacidade de ouvir, compreender e agir. Afinal, o objetivo principal de qualquer processo é resolver a necessidade do cliente. Ouvir com atenção para identificar e entender o que está acontecendo, quais os problemas a serem resolvidos e como agir em cima dessas informações para solucioná-los.

 

8. Sandy Kemsley 

Atua há 20 anos em design de software e arquitetura de sistemas em várias áreas de tecnologia e escreve sobre BPM no site Column 2.

As equipes de melhoria de processos precisam de mais conhecimento sobre como as ferramentas de modelagem BPMN são mais do que apenas “fluxogramas em esteroides”. Podem fornecer inputs significativamente mais valiosos para os grupos de TI sob a forma de modelos de processo executáveis ​​(ou quase), em sinergia com o modelo de negócio desejado.

As equipes de TI precisam de habilidades aprimoradas no uso de técnicas e tecnologias ágeis (incluindo BPMS) para cumprir a promessa de implantação rápida e sistemas flexíveis.

Já os citizen developers (usuários finais que criam novas aplicações de negócios) precisam desenvolver habilidades de low code para desenvolver aplicativos sem o envolvimento das áreas de TI.

 

9. Dr. Mathias Kirchmer 

Executivo e empreendedor. Fundador da BPM-D.

Em 2017, o BPM continuará sua mudança do foco na eficiência interna para a criação de valor externo. O BPM torna-se a disciplina de gestão para a execução da estratégia e digitalização em curso e ajuda a organização a concentrar-se no que realmente importa, promovendo melhorias no contexto dos desafios organizacionais.

Atividades como aperfeiçoamentos para reagir às rápidas mudanças do mercado, padronização e planejamento de jornada do cliente para contínua melhoria da experiência do cliente, bem como digitalização baseada em valores e a implementação de sistemas tornam-se iniciativas típicas de BPM.

 

10. Harald Kühn 

Membro do conselho de administração da BOC AG.

– Jornada do Cliente e Análise de Pontos de Contato do Cliente para aprimoramento de processos.

– Relação Governança de Dados e BPM

– RPA (Robotic Process Automation) e sua influência no BPM

 

11. Marcello La Rosa 

Diretor Acadêmico de programas corporativos e parcerias na Escola de Sistemas de Informação da Universidade de Tecnologia de Queensland em Brisbane, Australia.

Se quisermos começar a implementar o BPM como uma prática de gerenciamento dentro de uma organização, precisamos nos afastar do escopo de um projeto único para o gerenciamento de múltiplos projetos de BPM. Priorizar a gestão dos vários processos de negócio a partir de uma arquitetura de processos de negócios com base em sua importância estratégica.

O instrumento para isso é a criação de uma sólida estrutura de governança de BPM, que define processos de decisão, papéis, responsabilidades, padrões e diretrizes no uso de métodos BPM e ferramentas de software.

 

12. Bob Larrivee 

Vice-Presidente e Analista Chefe de Inteligência de Mercado – AIIM.

Ver além dos sintomas para chegar à raiz do problema. Uma vez identificado, trabalhar para resolvê-lo: documentar e validar o processo, identificar os agentes e conteúdos relacionados e procurar maneiras de melhorar esse processo. Se possível, olhar para automatização sempre que possível, mas sem colocar a tecnologia em primeiro lugar, ela deve ser uma ferramenta.

 

13. Connie Moore 

Vice-Presidente de Pesquisa no Digital Clarity Group.

– Transformação de processos / melhoria de processos, principalmente Lean e Six Sigma

– Gestão da mudança organizacional

– EDM (Entity Data Model): nova maneira de modelar processo utilizado por diversos fornecedores de BPM. Significativamente superior, especialmente p\ara processos dinâmicos e em situação com diversos processos em automatização ao mesmo tempo.

– Mapeamento da jornada do cliente: BPM e Marketing precisam juntar forças e trabalhar de forma colaborativa

– Net Promoter Score: como funciona e como integrá-lo no sistema de BPM

– Analytics está em todos os lugares e continuará crescendo ao longo do tempo. Seu conhecimento prático será muito útil para profissionais de Gestão de Processos – BPM.

 

14. Nathaniel Palmer 

Considerado o mais influente pensador na área de BPM. Editor chefe do site BPM.com

– Mapeamento da jornada do cliente

– Modelagem e análise de dados

– Modelos de decisão

 

15. Juergen Pitschke 

Sócio e Diretor Administrativo no Process Renewal Group, Alemanha.

– Gestão de decisões. Não apenas aprender o modelo de notação (Decision Model and Notation), mas compreender suas áreas de aplicação. A Gestão de Decisões é importante não apenas para a conformidade, mas diversos outros usos no contexto do BPM, como melhorarias na comunicação e seu uso em previsões.

– Sistemas de BPM para implementação. Vemos uma discussão sobre “zero-code systems”. Porém, aplicações individuais complexas, ás vezes, precisam de funções mais complexas. Veremos cada vez mais ferramentas de processos combinadas a complexos frameworks de aplicativos.

 

16. Ian Ramsay 

Consultor independente em Business Process Change and Automation, especializado em operações complexas em serviços financeiros.

A gama de plataformas de implementação técnica é atualmente mais diversificada do que nunca e poucos padrões deverão prevalecer. Assim, profissionais de BPM precisam se tornar cada mais qualificados e especializados nas plataformas de fornecedores. Espero que os serviços baseados em Inteligência Artificial sejam rapidamente integrados à estruturação de dados e à tomada de decisões de BPM, introduzindo um novo papel para o Process Knowledge Engineer.

A Arquitetura de negócios surgiu mais recentemente com um papel importante (e muito atrasado) em BPM. A fim de evitar soluções impossíveis ou inviáveis economicamente, frente a diversidade de ferramentas e abordagens técnicas existentes atualmente, exige que os profissionais de BPM, de todos os níveis, possuam um profundo conhecimento das tecnologias de implementação. Infelizmente, a tecnologia de BPM ainda influencia o projeto da solução de negócios.

 

17. Adrian Reed 

Diretor e consultor principal na Blackmetric Business Solutions.

Acredito que uma habilidade realmente útil é a capacidade de entender as expectativas das pessoas e ajudar a definir o valor que as organizações estão buscando. O que é melhor? Mais rápido? Mais barato? Isso envolve a compreensão da estratégia organizacional, associando essa estratégia ao BPM, bem como projetos de mudança, iniciativas de melhoria de processos e assim por diante. Envolve também garantir que tenhamos uma sólida compreensão do ambiente externo de nossas organizações, proposições de valor e expectativas de valor de seus clientes.

 

18. Pedro Robledo 

Há mais de 15 anos dedica-se a difundir a indústria de BPM na Espanha e América Latina.

Em 2017, todos os profissionais de BPM precisam prestar atenção à importância do Business Process Management na Transformação Digital. O papel desses profissionais é muito importante na jornada de transformação. Assim, eles precisam se concentrar-se em habilidades voltadas a inovações técnicas disruptivas (SMACT – Social Mobile Analytics Cloud Things) para gerenciar projetos de BPM onde deve ser possível usar Process Management Social Networks, Streaming Analytics e Big Data, Mobile Process Management, Event Process e IoT.

Outro aspecto importante são as metodologias de melhoria contínua (Lean, SixSigma e TOC), uma vez que as empresas estão cada vez mais conscientes da aplicação dessas metodologias para melhoria de negócios e processos.

Por fim, mas não menos importante, são as habilidades relacionadas a Adaptive Case Management, uma vez que mais e mais empresas buscam implementar tanto processos estruturados como não estruturados.

 

19. Pramod Sachdeva 

Fundador e Diretor Administrativo na Princeton Blue.

Você ficará surpreso com o número de projetos de BPM que não mensuram o ROI real versus o ROI prometido. Na maioria das vezes, as equipes do projeto estão mais focadas em entregar os desafios técnicos e menos em quantificar o valor do negócio. A avaliação do retorno do negócio e as habilidades de mensuração do desempenho do processo ajudarão mais clientes a justificar a necessidade de alavancar o BPM de projetos para um programa empresarial.

 

20. Alexander Samarin 

Arquiteto para alcançar a sinergia entre estratégia, boas práticas empresariais e tecnologias digitais disruptivas.

– Ser capaz de pensar fora da caixa. Por exemplo, como usar BPM fora das empresas, em serviços de saúde, contratos digitais, IoT e casas inteligentes.

– Considerar fluxos de eventos (streams) e encontrar sinergia entre Event Processing Networks (EPN) and BPM

– Trazer o poder de micro serviços em BPM para alcançar práticas de “entrega extrema”

– Realizar transformação como um conjunto de pequenos projetos inter-relacionados.

– Tornar-se amigo de arquitetos de negócios, arquitetos de soluções e arquitetos de empresas

– Lembrar as leis de BPM

 

21. Suresh Sambandam 

Fundador e CEO da OrangeScape Technologies.

A maioria dos profissionais de BPM é boa no processo de design, mas muito ruim em data mining. Dados e processos devem caminhar lado a lado para construir uma automação de processos eficaz.

As habilidades de análise de dados continuarão muito importantes. Mesmo que muitas ferramentas de BPM forneçam estatísticas de processo e relatórios pré-processados, as empresas ainda vão querer relatórios personalizados e os profissionais devem estar familiarizados com ferramentas como o Tableau, gráficos dinâmicos e detalhados, etc.

A modelagem preditiva através da aprendizagem automática (machine learning) será a que irá separar os profissionais de BPM da elite do futuro. As técnicas de aprendizado automático permitirão encontrar novos padrões e correlações, nunca pensados ​​antes, para prever melhores oportunidades.

 

22. Jim Sinur 

Pensador independente na aplicação de BPM para inovação digital nas empresas.

– Mapeamento de Jornada para clientes, colaboradores e parceiros

– Capacidades de Análise Avançada e Realidade Aumentada

– Processos adaptáveis ​​e orientados por objetivos

– Inteligência Artificial na procura por oportunidades para adicionar automação ou mais inteligência aos processos, como Robotic Program Automation (RPA)

– Colaboração cognitiva para processos ou casos de conhecimento intensivo

– Detecção de padrões e sinais (frequentemente necessária para agilidade, IoT e estratégia de negócios)

– Combinação entre “Control on the Edge” e “Central Control”

 

23. Keith Swenson 

Vice-Presidente de Pesquisa e Desenvolvimento na Fujitsu North America e Chairman da Workflow Management Coalition.

O analista de BPM muitas vezes acredita que tudo se resume a desenhar o processo. Sim, é isso mesmo. Desenhar o processo é crítico. Mas acontece que é a parte mais fácil. Com ferramentas modernas de modelagem de processos, estou descobrindo que apenas cerca de 5% do tempo é gasto desenhando o modelo de processo. Na verdade, esse 5% salvam uma tonelada de trabalho que você teria que fazer sem o modelo de processo. Por isso, muitas vezes, economiza mais tempo do que você efetivamente gasta nele.

Entretanto, o que tenho visto é que, na maioria das vezes, a maior parte, talvez 40% a 50%, são gastos puramente na implementação da interface do usuário (IU). Os usuários não querem formulários estáticos e eles não digitam somente valores. Eles querem a capacidade de pesquisar e analisar as coisas, validar valores, solicitar valores anteriores. Toda essa interação não tem nada a ver com o processo de negócios e tudo a ver com a criação de uma boa interface de usuário. Assim, o profissional de BPM deve saber como fazer uma boa IU.

 

24. James Taylor 

Especialista em gestão da decisão e desenvolvimento de Sistemas de Gestão da Decisão. Autor publicado, consultor estratégico e palestrante.

– Modelagem de Decisões e padrão DMN (Decision Model and Notation)

– Análise Preditiva (não apenas análise de processos)

– Modelagem Declarativa

 

25. John Tesmer

 

Diretor do grupo responsável pela gestão do Open Standards Benchmarking® database e Process Classification Framework da APQC – American Productivity & Quality Center.

Os profissionais de BPM em 2017 precisam identificar ou criar uma estrutura holística para pensar sobre o gerenciamento de processos em sua organização. É hora de começar a gerenciar processos de forma holística dentro de sua organização e isso significa integração com estratégia, melhoria de processos, TI e muito mais.

 

26. Miguel Valdés-Faura

 

CEO e Cofundador da Bonitasoft.

Vejo cada vez mais demanda por interfaces de usuário altamente personalizadas em aplicativos BPM. Interfaces de usuário nas quais os profissionais de BPM se concentram nos usuários finais, decidem sobre o nível de detalhe do processo e tornam os elementos como ergonomia, design e acessibilidade uma prioridade.

Interfaces de usuários altamente personalizadas são uma peça essencial do que eu chamo de “aplicações baseadas em processos”. Esses aplicativos são uma alternativa altamente viável ao desenvolvimento personalizado. Com a vantagem adicional de que as aplicações resultantes podem ser alteradas após a implantação para acompanhar as necessidades de negócios em constante mudança.

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