O uso do BPM na indústria de jogos eletrônicos

Na atualidade, está constatado que uma empresa estruturada por processos valoriza o trabalho em equipe, estimula a colaboração entre as pessoas e amplia a vontade de melhoria, dando aos colaboradores clareza para entender suas atividades e possibilita apresentar a eles os resultados gerados, pois exibe como o trabalho é realizado e como é feita a entrega de informações. Com isso, a empresa terá melhor aproveitamento da experiência e do conhecimento, adquiridos em todas as suas áreas, compartilhando-os num fluxo horizontal otimizado.

O processo de desenvolvimento de jogos eletrônicos não escapa à regra de que a gestão por processos favorece a busca de agilidade e dinamismo. A automação nessa atividade acaba por agregar valor aos serviços, possibilitando aos colaboradores maior transparência nas suas ações e contribuições no fluxo. Contudo, em processos cuja execução ocorre com pouca frequência não se justifica a automação.

Os jogos avançaram e tornaram-se uma indústria de expressão. A Universidade Estadual de Campinas, realizou uma pesquisa e apresentou dados do mercado de jogos. Os registros apontam faturamento anual ao redor de US$ 10 milhões e que a maior parte dos jogos nacionais é digital.

Devido ao elevado grau de destaque atingido pela área de desenvolvimento de jogos, a automatização deste tipo de processo gera conhecimento e, portanto, é de grande importância frente aos negócios de empresas criadoras de jogos, favorecendo a clara comunicação entre as diferentes áreas que colaboram para sua execução e agregando valor ao serviço, além de proporcionar maior satisfação aos consumidores.

Processo artesanal x uniformização

Assim como os softwares comuns, um jogo digital é uma aplicação, porém com alto grau de interatividade com o usuário (jogador) e voltada ao entretenimento. Sendo um produto de software, passa por diversas fases durante o seu desenvolvimento, baseadas em princípios de engenharia: Análise, Projeto, Desenvolvimento, Testes, entre outras.

Além disso, de forma resumida, pode-se dividir o processo de criação de um game em cinco etapas: Reunião Criativa (definir a ideia real do jogo, os investidores, a plataforma etc.); Game Design  (fase de elaboração da documentação do design, do desenho da interface do usuário, dos objetivos do game, da história, entre outras funções de projeto); Level Design (detalha cada uma de suas fases e missão; traça as diretrizes gerais que compõem o mapa com os desafios que serão superados para passar de uma fase a outra); e Versões (desenvolvimento da mecânica do jogo, com a programação efetiva da interface, adição de áudio, criação do servidor – cliente/servidor ou web – conceitos dos cenários e personagens através de rascunhos e testes de traços, conforme análise minuciosa do roteiro elaborado pelo game designer, com as imagens ganhando movimentos quando organizadas em uma sequência de ações, conferindo volume e vida aos desenhos).

Geralmente as fases não seguem uma ordem única, entrelaçando-se durante todo desenvolvimento do produto, com algumas assumindo um papel mais significativo em certos momentos. Pode-se afirmar que a criação de um game é um processo quase artesanal ou até mesmo artístico.

Nesse contexto, o BPM é uma disciplina gerencial que permite às empresas uniformizar e padronizar a forma de realizar suas atividades. Vale destacar que a aplicação dos conceitos de BPM no processo de desenvolvimento de jogos, integra as estratégias e objetivos da empresa com a expectativa do cliente.

Lançada em maio de 2004, o BPMN (Business Process Modeling Notation) é de uso restrito à modelagem e se constitui notação gráfica que tem por objetivo prover instrumentos para mapear os processos de negócio da organização, internos e externos. Entre suas características principais está sua simplicidade, flexibilidade, utilização de padrões não técnicos e capacidade de se expandir. Pelas possibilidades que favorece, pode começar a ser utilizado com elementos básicos de fluxograma e evoluir para elementos mais complexos. Permite, também, a expansão do modelo de processos de negócio, não sendo indicado para mapear organogramas, telas de sistemas, regras de negócio de aplicativos, mapas estratégicos, esquemas, entre outros.

Um sistema de Gestão de Processo de Negócio (Business Process Management Suite), ou simplesmente BPMS, representa a tecnologia responsável por implementar a metodologia BPM nas empresas. Sua utilização impulsiona a implementação de BPM e é responsável por formar um canal único de comunicação, não substituindo pessoas ou sistemas, mas integrando ambos.

Visibilidade, identificação de oportunidades de melhorias e otimização de recursos são alguns resultados gerados às organizações que gerenciam seus processos. A automação destes por um BPMS oferece ainda a garantia de que sejam executados conforme o padrão, gerando visibilidade com registro, ações para auditoria e gerência, armazenagem dos fluxogramas, sua divulgação aos usuários, agilidade e eficiência.

O presente artigo condensa texto veiculado no periódico científico eletrônico FaSCi-Tech (ISSN 2176-9427), publicação da Faculdade de Tecnologia de São Caetano do Sul do Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza. O texto foi gerado a partir de trabalho de conclusão de curso de graduação tecnológica e está sob licença CC BY 3.0 (http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/br/). A íntegra do texto está disponível em http://www.fatecsaocaetano.edu.br/fascitech/index.php/fascitech/article/view/24.

Texto escrito por André Ortega Rodrigues – pós-graduado em Gestão de Projetos em TI pela USP e especialista em BPM e ECM, e Rosangela Kronig –  mestre em Engenharia da Produção pela UNIP; professora das FATECs São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul

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Sou Diretor de P&D e Inovação da SML Brasil, mestre em Engenharia de Produção pela UFRGS e consultor com mais de 15 anos de experiência em projetos de melhoria de processos de negócio (BPM) em organizações de grande porte no Brasil nos setores de varejo, educação, financeiro e área pública. Arquiteto e responsável pelo desenvolvimento do Orquestra BPMS, primeiro BPMS brasileiro. Sou responsável por 4 projetos de BPM vencedores do WfMC Awards in BPM & Workflow, América Latina, e também professor em cursos de pós-graduação, em cursos de certificação e palestrante em diversos eventos no Brasil, com foco em gestão de processos. Revisei e colaborei no ABPMP CBOK V3 edições brasileira e inglesa, a participei ativamente de diversos eventos da ABPMP Brasil. Possuo certificações CBPP, OCEB e MCSD.